Tu chegas assim denovo
Abres alas na sexta
Mascarada de Reencontro
Escondendo a verdadeira face
Na última fila do bloco
Do desencontro
E por ser um menino
Viro amante
Acredito mais uma vez
No teu disfarce elegante
Entrelaço-me contigo
Esqueço do antigo
Na troça que sobe ladeira
Sou teu melhor amigo
Porém, por sadismo natural
não há bem sem mal,
nem quarta de cinzas
Sem carnaval
Daí me aparece ela
Sem fantasia, despida
Invejosa e insistente
A Despedida
Abres alas na sexta
Mascarada de Reencontro
Escondendo a verdadeira face
Na última fila do bloco
Do desencontro
E por ser um menino
Viro amante
Acredito mais uma vez
No teu disfarce elegante
Entrelaço-me contigo
Esqueço do antigo
Na troça que sobe ladeira
Sou teu melhor amigo
Porém, por sadismo natural
não há bem sem mal,
nem quarta de cinzas
Sem carnaval
Daí me aparece ela
Sem fantasia, despida
Invejosa e insistente
A Despedida
Saturei-me de ti
Despedida
Deixe-me sonhar sozinho
Iludir-me da ausência tua
na minha vida
Mas já que é
Deixe-me sonhar sozinho
Iludir-me da ausência tua
na minha vida
Mas já que é
pra estar sempre lá
Que volte tarde,
diga que não voltas já
Como um veneno de serpente
tu me fazes
Obrigatoriamente
Que volte tarde,
diga que não voltas já
Como um veneno de serpente
tu me fazes
Obrigatoriamente
Despedir-me assim:
Usando de ti, ironicamente,
Pra te ter longe de mim
Belo Horizonte, fevereiro 2008
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