Torpor

Por maior que fosse o poeta,
E mais perfeita sua poesia
Viveria ele em eterna agonia
Em vão com sua arte inquieta

A metáfora mais esperta
Ao descrever minha euforia
Seria sempre uma ironia
Inevitavelmente incorreta

Palavras humanas
Por si só, sejam como for
Serão sempre levianas

Pra entender este torpor
Tome um jarro de absinto!
É assim que eu me sinto,
Meu amor!



Belo Horizonte, Dezembro 2008

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